GPX, KML, TCX, FIT: qual formato para quê?
Quatro extensões giram em torno do mesmo trajeto, e a escolha nunca é questão de gosto: cada uma carrega coisas que as outras não sabem descrever. Eis o que cada uma contém, e o que sobra depois de uma conversão.
GPX, o formato de troca
É o formato comum, o que quase tudo lê. Texto marcado, legível como está em um editor: uma sequência de coordenadas, às vezes com uma altitude e um horário de passagem. Não carrega cor, nem foto, nem medida de sensor — e é justamente essa nudez que o torna universal. Quando um aparelho ou um site aceita um único formato, quase sempre é este.
KML, o formato dos globos
O KML descreve formas colocadas sobre um mapa, com seus estilos: cores, ícones, camadas, pastas. É o que pedem os programas de globo terrestre, e é tudo o que pedem. Sua linha padrão descreve uma geometria, não um percurso no tempo: não há onde guardar o horário de passagem. O KMZ não é um quinto formato, apenas um KML compactado — e é, aliás, a exportação oferecida por padrão.
TCX, o formato do treino
O TCX também é texto marcado, mas foi pensado para uma sessão e não para um caminho: carrega os horários, as voltas e as medidas dos sensores — frequência cardíaca, cadência, potência. É o que muitos relógios produzem ao exportar. Pesa bem mais que um GPX para a mesma saída, porque descreve muito mais.
FIT, o binário dos relógios
O FIT não é texto: é um arquivo binário, compacto, ilegível a olho nu e impossível de corrigir à mão. É isso que o torna econômico — uma saída longa cabe em algumas centenas de kilobytes — e também o motivo pelo qual é preciso um decodificador para tirar algo dele. Carrega o trajeto, o tempo e os sensores, e distingue até as pausas do cronômetro.
O que uma conversão deixa pelo caminho
Converter nunca perde o trajeto, mas raramente não perde nada. Rumo ao KML caem os horários: o formato não tem onde colocá-los. A partir do KML caem os estilos, que o GPX não sabe descrever. A partir de um TCX ou de um FIT passam o trajeto, as altitudes e os horários — as medidas dos sensores não, por falta de um lugar previsto para elas num GPX comum. Converter num sentido e voltar não devolve o arquivo inicial: guarde sempre o original.
Reconhecer o que você tem em mãos
- Um arquivo .gpx
- Abra-o em um editor de texto: você deve ler marcadores e coordenadas às claras. É o formato mais seguro para dar a um aparelho, a um site ou a outra pessoa.
- Um arquivo .kml
- Texto também, mas organizado em pastas e estilos. Quase sempre vem de um programa de globo terrestre, e é para lá que volta. Para um GPS, precisa de conversão.
- Um arquivo .kmz
- Um arquivo compactado contendo um KML, às vezes junto com imagens. Não precisa descompactar: o conversor deste site o abre como está e vai buscar o KML lá dentro.
- Um arquivo .tcx
- Texto, muitas vezes várias vezes mais pesado que um GPX para a mesma saída. Se for recusado em algum lugar, é um GPX que estão pedindo: a conversão mantém o trajeto, as altitudes e os horários.
- Um arquivo .fit
- Aberto em um editor, mostra apenas caracteres ilegíveis — é normal, ele é binário. Precisa ser decodificado para virar um GPX; o site faz isso na aba, sem enviar nada a lugar nenhum.
Converter o seu arquivo
O conversor deste site deduz o sentido pelo arquivo que você solta: um GPX sai em KML para um globo terrestre, um KML ou um KMZ sai em GPX para um GPS. Os relógios têm suas próprias páginas — TCX e FIT para GPX —, listadas no cruzamento de ferramentas. Tudo acontece no seu navegador, sem conta e sem envio, e cada página anuncia na tela o que a sua conversão não pode levar.
Perguntas frequentes
- Qual formato dar a um GPS ou a um aplicativo de trilha?
- O GPX, quase sem exceção. É o único que tudo lê, e é para ele que os outros três se convertem.
- Por que meu arquivo cresce ao virar um GPX?
- Porque um FIT é binário e um GPX é texto: os mesmos pontos são escritos em algarismos legíveis em vez de bytes compactados. O que o arquivo realmente guarda não muda.
- Dá para voltar ao arquivo inicial depois de uma conversão?
- Não. O que um formato não sabe descrever se perde já na primeira conversão, e refazer o caminho de volta não o traz. Guarde o original ao lado do arquivo convertido.
- O KMZ é um formato diferente do KML?
- Não, é um KML compactado, às vezes junto com imagens. O conversor deste site o abre diretamente, sem que você precise descompactar nada.
