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GPX View

Transferir um arquivo GPX para um GPS ou celular

Um trajeto raramente é gravado onde vai ser usado. Levá-lo de um computador até o aparelho que você carrega se resume a alguns gestos possíveis — e a três armadilhas, que explicam quase todas as importações recusadas.

Por cabo, o caminho mais seguro

Ligado por USB, um GPS de trilha ou de ciclismo quase sempre aparece como um disco removível. O arquivo então se copia como qualquer outro, na pasta prevista para os novos percursos — nos aparelhos Garmin ela se chama "NewFiles", e o aparelho organiza o conteúdo na próxima vez que é ligado. Desconecte com cuidado, reinicie, e o trajeto aparece no menu de percursos.

Pela nuvem ou por e-mail, para um celular

Em um celular não há cabo para procurar: o arquivo chega por e-mail, por mensagem ou por um serviço de armazenamento on-line, e se abre pelo aplicativo instalado. É o caminho mais curto, com um detalhe — muitos aplicativos de e-mail compactam ou renomeiam os anexos, e um GPX que virou "percurso.gpx.txt" deixa de ser reconhecido por quase tudo.

O que trava, quando trava

Três causas se repetem sempre. O arquivo tem mais pontos do que o aparelho aceita: os GPS de trilha costumam ter um limite de poucos milhares, às vezes de quinhentos por trajeto. O arquivo traz vários trajetos onde o aparelho espera apenas um, e ele então lê só o primeiro. Ou o percurso é longo demais e é cortado em silêncio — a mais traiçoeira das três, porque só se percebe na metade do caminho.

Dividir antes de transferir

Quando um arquivo passa mal, dividi-lo resolve a maioria dos casos: uma travessia de cinco dias se transforma em cinco arquivos de uma etapa cada, que o aparelho aceita um depois do outro e que se encontram mais rápido em um menu. O caminho contrário também é comum — cinco arquivos de etapa se juntam em um único trajeto, para medi-lo de uma só vez, desde que as pontas não sejam soldadas entre si.

Confirmar antes de partir

Um trajeto transferido merece ser aberto uma vez no aparelho, em casa, enquanto ainda dá tempo de corrigir algo. Uma importação aceita não é uma importação completa: é exibindo o percurso inteiro que se vê se ele para na metade. É também o momento de baixar o mapa da região, enquanto há conexão para isso.

Os caminhos possíveis

O cabo USB
Para um GPS, um ciclocomputador ou um relógio que se monta como um disco. Cópia direta na pasta dos novos percursos, sem nenhum programa no meio. É o caminho mais confiável, e o único que funciona sem conexão nenhuma.
O cartão de memória
Alguns aparelhos leem os percursos direto do cartão, em uma pasta específica. Útil quando a porta USB fica difícil, mas a estrutura de pastas esperada varia de um fabricante para outro: o manual resolve mais rápido do que uma sequência de tentativas.
O e-mail, o aplicativo de mensagens, a nuvem
Para um celular, e só para ele. O arquivo é salvo a partir da mensagem, depois aberto no aplicativo de mapas. Confira a extensão depois de salvar: é aí que ela se perde.
A conta do fabricante
Os aparelhos conectados recebem os percursos pelo aplicativo da própria marca, sem cabo. Prático, mas o arquivo passa então por um servidor e por uma conta — o que não é pouca coisa para um trajeto que começa na sua porta.

Preparar o arquivo antes de transferir

Um percurso longo demais se divide em partes que um aparelho aceita, e várias etapas se juntam em um único trajeto. A ferramenta deste site faz as duas coisas no seu navegador: corta nas quebras do próprio arquivo ou em comprimentos iguais, e não inventa nenhum quilômetro ao juntar, já que nunca solda dois trechos entre si. Nada vai para um servidor.

Dividir ou juntar meu arquivo

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Perguntas frequentes

Quantos pontos um GPS aceita?
Depende do modelo, e o manual raramente diz isso com clareza: de quinhentos pontos por trajeto nos aparelhos mais antigos a dezenas de milhares nos recentes. Na dúvida, dividir em etapas é mais rápido do que procurar o limite.
É preciso renomear o arquivo?
Um nome curto, sem acentos nem caracteres especiais, evita recusas silenciosas em alguns aparelhos. É também o que aparece no menu de percursos: "dia-3-abrigo" se encontra mais rápido do que "export_20260712_final(2)".
A transferência apaga os trajetos que já estavam lá?
Não, um arquivo copiado se soma aos outros. Mas o espaço de um GPS é limitado, e um aparelho cheio para de importar — muitas vezes sem nenhum aviso claro.
É possível transferir um TCX do mesmo jeito?
A cópia, sim. A leitura, nem sempre: muitos GPS de trilha só aceitam GPX. Confira o que o seu aceita antes de partir, e não no estacionamento no início da trilha.

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